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Sobre um único rebanho mundial

Articulista que se declara um cronista do pessimismo, autor da obra Hierarquia e Disciplina são Garantias Constitucionais [Editora E.D.A.] reflete sobre o Globalismo, ideologia que pressupõe um rebanho pastoreado por lobos.

*Adriano Marreiros

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Imagine there’s no coutries (ainda John Lennon e seu hino globalista)

Não lembro exatamente qual era o assunto, mas lembro claramente da primeira vez que tive contato claro com o globalismo: após algo ser dito por uma colega, eu falei – Mas isso viola a Soberania do país!!! – recebendo logo a resposta que hoje sei ser globalista: “o conceito de soberania mudou, não é mais absoluto”…

Tive que rir. Nunca ouvira nada mais cínico na vida. Uma soberania não absoluta é uma autonomia, não é uma soberania.  Sempre foi essa a diferenciação.  Pode parecer um mero jogo de palavras, mas o jogo é com sua Liberdade, sua propriedade, suas tradições, com o poder do seu voto, aquele que emana do povo e só deveria ser exercido em seu nome.

Mas aí, comecei a ver que em copas do mundo, jogadores se negavam a cantar seus hinos; em outros esportes, se ajoelhavam em desrespeito, tudo com grande apoio da imprensa, e dos modinhas de sempre até chegar ao ponto em que existem propostas reais de alterar o hino da França, do Rio Grande do Sul e já mudaram o do Canadá, tudo por razões que apenas parecem estúpidas mas que são um método para destruir a herança histórica, as identidades regionais nacionais  e acabar com o próprio conceito de nação e de tradição.

Depois comecei a ver gente defendendo que as decisões, até do Supremo Tribunal Federal, poderiam ser revistas por tribunais internacionais, globalistas, como se realmente não houvesse soberania.

Vi mais… Vi gente dizendo que, para sair de tratados que violavam nossa soberania, teríamos que fazer todo um procedimento e só depois de um prazo poderíamos descumpri-los… Lamento dizer: ISSO É UMA GRANDE BESTEIRA!!! Isso mesmo! BESTEIRA!  Soberania é fundamento de nosso país como consta da Constituição, e, como tal, é cláusula pétrea e completamente indisponível para quem quer que seja.  Se um presidente assina um tratado que viola nossa soberania, nos coloca sob jugo estrangeiro ou internacional, isso equivale àquele seu despachante, que recebe uma procuração com poderes especiais estritamente para fazer a transferência de um carro para o seu nome, e resolve transferir, com essa procuração, a sua casa para o nome dele.  Pode assinar tudo, negociar tudo, mas o que ele fez não vale nada.  Não valendo, pouco importa maioria simples, absoluta, de 3/5, tratar sobre direitos humanos ou sobre alta gastronomia compulsória: mesmo o Congresso Nacional aprovando, continua não valendo nada.

Ah, mas se o próprio Supremo disser que vale sim, é ele que dá a última palavra.  Bem, estou falando de Direito, mas já que você tocou nisso, não posso criticar esse argumento, há “perigo à espreita na mata tão voraz”, encerro por aqui, enquanto não me sai da cabeça um trecho da mesma canção militar:

A nossa luta pela força do Direito

Com o direito da força em validade.

(Da Canção do CIGS, de Newton Aguiar)

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