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Rua da Cruz, Junqueira Ayres

Após interrupção imprevista, retornamos à publicação da série de crônicas sobre a Cidade e personagens de Natal, em parceria com o Ludovicus – Instituto Câmara Cascudo e a permissão de sua presidente Daliana Cascudo Roberti Leite e a colaboração do pesquisador Eduardo Alexandre.

*Luís da Câmara Cascudo

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O Senado da câmara em Natal concedia a 16 de setembro de 1710, uns chãos ao Alferes Antônio da Silva de Carvalho entre a cerca do coronel Alberto Pimentel e as casas do Capitão Manoel Gonçalves Branco, onde estão umas cruzes.

Onde ficaria este chão? A 17 de Fevereiro de 1741 Manoel Rodrigues Pimentel obtinha uma data de terra entre as casas de seu pai Alberto Pimentel e Sotero da Silva, na rua que ia por detrás da Matriz de Nossa Senhora da Apresentação para Ribeira. As residências das pessoas mais conhecidas serviam de referências. A rua indicada é a atual da Conceição e seu prolongamento, para Ribeira, ou seja, a Avenida Junqueira Aires.

Em 4 de outubro de 1764, Cosme Pinto da Rosa requeria e obtinha terras nessa região. Dizia ele que no caminho que vai para Ribeira, detrás dos fundos das casas do Alferes Miguel Ferreira de Souza, da outra parte do caminho indo até indo desta Cidade a mão direita tem lugar suficiente. Pede a Vossas Mercês que lhe concedam a terra que declara não muito defronte de uma cruz que reparte dois caminhos.

A 2 de Maio de 1782, as irmãs Ana Maria, Engrácia Maria, Úrsula e Patrícia, recebiam cinco braças de terra para construir casas de taipa no caminho que vai para Ribeira, antes de chegar à casa do Capitão-mor Manoel Gonçalves Branco e na mesma parte do caminho que é a do norte, defronte da Cruz que dividi as duas estradas.

Anda a 30 de janeiro de 1790, Ricardo Wiltshire tinha chãos para casa, no apartamento dos caminhos que vão desta Cidade para a Ribeira, onde o requerimento informava: se acha chão devoluto entre a cruz e as casas de Dona Engrácia.

No caminho da Ribeira havia uma cruz marcando a bifurcação das estradas, ambas para a Cidade que ainda chamamos Cidade Alta.

Essas duas estradas, eram a Rua Padre João Manuel e Avenida Junqueira Aires. O caminho queria da Ribeira, durante quase um século se disse Rua da Cruz, ou Ladeira da Cruz. Situado à Ladeira da Cruz entre os dois bairros desta capital,  escrevia, descrevendo o prédio da Companhia de Aprendizes de Marinheiros o vice-presidente em exercício na Província, Dr Manoel Januário Bezerra Montenegro, no seu relatório de 4 de dezembro de 1878.

Ainda em fevereiro de 1888, a Câmara Municipal, num quadro geral de toponímia urbana, conserva-lhe o apelido Rua da Cruz.

Onde fica essa Cruz? O velho Francisco Gomes de Albuquerque Silva, o Chico Bilro, sabedor das tradições locais dizia-me que o cruzeiro estava atrás da Assembleia Estadual [atual Tribunal de Apelação], diante da Casa da velha Aninha Cambada, que vende rapé. A cruz de morava entre esta e a casinha de Antônio Quebra-Canela, aí em volta de 1872. Correspondia à Rua Padre João Manuel. Assim falou Chico Bilro.

O núcleo denso de população era Cidade. A Ribeira possuía moradores rareados e dispersos. Ligava os dois centros uma ladeira que se dividia ao pé de uma Colina, hoje ocupada pelos edifícios do Tribunal de Apelação, Departamento de Saúde, Centro de Saúde e casas da Junqueira Ayres do lado direito da subida.

O início da Colina é o “square” Pedro Velho. Aí estaria, como se deduz dos documentos do século 18, a Cruz que denominou a futura rua. Onde Chico Bilro a encontrou, é local de mudança.  A colina separava os dois caminhos e, no vértice, erguia-se a cruz.

E por que essa cruz?

A cruz assinalava o começo do sítio da Cidade, demarcado em dezembro de 1590. Era o chão elevado e firme, indicado para Cidade do Natal do Rio Grande.

Duas Cruzes foram chantadas, uma ao sul, é a Santa Cruz Bica; outra ao norte, que era justamente essa, desaparecida, mas viva na documentária de outrora.

Em Maio de 1896 faleceu no Recife o deputado federal pelo Rio Grande do Norte Engenheiro Luiz Francisco Junqueira Ayres de Almeida a intendência Municipal em homenagem ao tribuno deu seu nome à Rua da Cruz.

E essa é a sua história.

A República 26 de julho de julho de 1940

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