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Reabertura do Theatro Alberto Maranhão

Após a vandalização sofrida durante o já remoto governo de Geraldo Melo, o mais importante teatro do RN reabre suas portas após restauração implementada no governo de Rosalba Ciarlini, que alocou os recursos necessários para uma obra que se fazia necessária. A obra se arrastou durante os quatro anos do mandato de Robinson Faria, una desgraça para a cultura.

*Francisco Alexsandro Soares Alves

Domingo, dia 20 de dezembro, ocorreu a reabertura do Teatro Alberto Maranhão, com o Concerto de Natal da Orquestra Sinfônica do Rio Grande do Norte. O maestro Linus Lerner comandou orquestra, coro e solistas em obras de Schubert, Tchaikovsky, César Frank, Händel e Bach, além de canções tradicionais natalinas e canções populares.

Cantique de Noël, para orquestra, coro e solistas, foi, em minha opinião, o ponto alto do concerto. Houve uma elevação no nível de atenção do auditório nesse momento que foi sentido como uma espécie de consciência coletiva sobre todos. Os solistasAlzeny Nelo (soprano) e César Leonardo Alves (tenor), executando suas partes em francês e em português respectivamente, em um arranjo vibrante de Williames Costa, marcaram sensivelmente os ouvidos e a alma de quem estava preparado para receber a dádiva.

Eu não entendi a inserção da canção Hallelujah, de Leonard Cohen. O que isso tem a ver com Natal? Nada. Absolutamente nada. Trata-se de uma louvação ao adultério. Muito inadequada a inserção dessa composição.

Além dessa gafe, houve outras três. A governadora Fátima Bezerra chegou atrasada, com mais de 30 minutos de atraso. Por sua vez, o maestro não percebeu a entrada da dignitária, e só anunciou sua presença quando Crispiniano Neto o chamou após o término de Carol of the Bells. Neto levanta-se da plateia e se dirige ao palco, cochicha no ouvido de Lerner. Este ainda procura pela governadora, que estava, evidentemente, na área reservada, na primeira fila, em frente a Lerner!

Por mais lindo que seja, o TAM já não compota a orquestra. O OSRN precisa de mais. Precisa de uma sala própria. Uma sala de concertos exclusiva para música erudita. Semelhante às Salas São Paulo e Minas. Um espaço para mais pessoas. Um espaço com acústica superior ao do TAM. Sobretudo, a orquestra precisa de mais instrumentistas. 124 é o número correto. Mas nossa orquestra possui pouco mais de 60 músicos. É uma orquestra do século XVIII. Precisamos da orquestra moderna, wagneriana, de 124 músicos. Tudo isto significa investimento.

Os músicos da orquestra, juntamente com o maestro, precisam de um olhar mais acurado por parte do poder público. Cultura não se produz com pobreza e os governos precisam dar o exemplo inclusive frequentando os concertos.

E vamos aguardar que no próximo ano Lerner inclua Wagner, Villa-Lobos e Marlos Nobre na programação.

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