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O pintor alemão do baronato de Ceará-Mirim (final)

Colaborador de Navegos conclui pesquisa relacionada com a passagem pelo Nordeste brasileiro de artissta itinerante que retratou várias personalidades ,civis e eclesiástica da época.

*José Vanilson Julião

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A pesquisa retrocede no tempo e ainda apura que as primeiras atividades dos comerciantes que abrigam o pintor alemão João Bindseil datam de setembro de 1839, Ou seja: de três anos antes do período anunciado anteriormente.

Além do alemão Hermann (Henrique) Dethard Kalkmann – vice-cônsul de Bremen e Oldenburgo no Recife anterior a unificação de 1870 – identifica na sociedade o suíço Daniel Rosenmund, da cidade de Liestal, com predominância da língua alemã, e localizada a 17 quilômetros de Basiléia.

Rosenmund é citado em “Órgão Geral de Comércio e Afins” (1844). E na “Rede Internacional de Negócios, emigrações e exportações para a América”, da professora suíça Beátrice Veyrassat (Universidade de Genebra).

A única ilustração ou desenho encontra-se no trabalho de dissertação acadêmica (Página 101). A pós-graduação em História (Universidade Federal do Ceará) de José Felipe Oliveira da Silva: “A Árvore da Vida: Ciência, Natureza e tempo no estudo sobre a carnaúba no Ceará oitocentista” (2017). Nome científico Corypha cerifera (Linneus) de Bindseil (1855).

A gravura está no “Auxiliador da Indústria Nacional” (Página 320) ou “Coleção de Memórias e Notícias Interessantes”. Em 1833 o período mensal era impresso pela Tipografia Seignot-Planchet e Companhia, localizada na Rua do Ouvidor 95 (Rio de Janeiro). E já em 1855 pela Tipografia N. Lobo Viana & Filhos (Rua da Ajuda 79). Circula até 1896, destinado aos fazendeiros, artistas e classes industriais.

Além das obras exemplificadas, na permanência paraibana, pinta o retrato do proprietário rural Antonio Coelho de Sá e Albuquerque (Muribeca, 18/10/1821 – 22/2/1868), filho de Lourenço de Sá e Albuquerque e dona Mariana, irmão do visconde de Guararapes.

Foi deputado geral, ministro, presidente de províncias e senador. Governou a Paraíba (3/7/1851 – 29/4/1853), Alagoas (por três vezes: entre 1855/57), Pará (outubro/1850 – maio/1860) e Bahia (setembro/1862 – dezembro/1863).

Ministro dos Negócios Estrangeiros (abril/1861) permanece no cargo um mês e meio. Chefiaria novamente (1867) um ano e dois meses. Assume a pasta da Agricultura (1862), Comércio e Obras Públicas, elegendo-se senador por Pernambuco (1864/68).

Também retrata em quadro o único barão e visconde de São Lourenço, Francisco Gonçalves Martins (Santo Amaro/BA, 13/3/1807 – Salvador, 10/9/1872), filho do fazendeiro e coronel da Guarda Nacional, Raimundo Gonçalves Martins, e dona Maria Joaquina Divina.

Faz Direito na Faculdade de Coimbra e envolve-se na guerra civil portuguesa em favor da rainha Maria II. Foge para a Espanha, atravessa o país a pé, embarca para a Inglaterra. Da França retorna ao Brasil.

Advogado, jornalista, juiz e chefe de polícia na Bahia. Desembargador é nomeado ministro do Superior Tribunal de Justiça. Deputado geral (1834/50), presidente da Província e senador (1851/72).

Dirigiu a pasta de Negócios: Gabinete Itaboraí (1852). Na gestão é construída a primeira estrada de ferro brasileira e iniciada a navegação a vapor no Rio Amazonas.

Recebe o primeiro título de nobreza (14/3/1860) e o segundo (15/11/1871). Sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (23//1/1845).

Presidente do Imperial Instituto Bahiano de Agricultura e sócio honorário da Associação Comercial da Bahia.

Publicou palestras e trabalhos sobre ações de executivo. Como: “Vantagens da escola de agricultura e necessidade da reforma agrícola” (1864).

 

FONTES

Almanaque Laemmert (1853)

Brasiliana (Fiocruz)

Fundação Alexandre de Gusmão (Ministério das Relações Exteriores)

Fundação Cultural do Estado do Pará

Instituto Histórico e Geográfico da Bahia

Instituto Histórico e Geográfico do Brasil

Museu Imperial

Trilhas da História

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