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O gigante que virou anão

Articulista de Navegos reflete sobre a face obscura do ex-ministro da Justiça e Segurança, ao considera-lo um ego inflado e, pela maneira como se demitiu e agiu em seguida, um traidor das Pátria.

*Nadja Lira

As redes sociais noticiam que o ex-ministro Sérgio Moro já iniciou sua campanha à presidência do Brasil, para o ano de 2022, o que para mim e para uma considerável parcela da população brasileira se constitui em uma grande surpresa. Também foi com grande surpresa que vimos o ex-juiz Sérgio Moro pedir demissão do cargo de ministro, em um momento tão difícil para o País, que sofre com o infortúnio do Vírus Chinês.

O pedido de demissão do ministro neste momento de tanta dificuldade, comprova que ele nada mais é do que um inimigo do Brasil, mais preocupado com sua vaidade. Em nenhum momento demonstrou preocupação com a instabilidade que gesto provoca na economia nacional. Logo é um traidor da Pátria.

Moro, que sempre foi admirado e até mesmo endeusado pelos brasileiros devido à sua atuação na Operação Lava-Jato, a qual levou muito corruptos à prisão, tornou-se pequeno pela forma como saiu do cargo de ministro. Valendo-se de uma justificativa insustentável, meteu uma faca nas costas do presidente e antes mesmo de comunicar seu afastamento, concedeu uma Coletiva de Imprensa, para somente depois, assinar sua carta de demissão.

Não tenho razões ou procuração para defender o Presidente da República, que é reconhecidamente como um sujeito torpe, grosseiro, deselegante e irônico, entre outros defeitos. Porém, ele tem uma qualidade jamais antes vista na história deste País: é um político honesto, que não aceita barganhar o dinheiro público e isto incomoda a muita gente. Especialmente aos sangue sugas do Congresso Nacional, acostumados a velha política do “toma lá dá cá”.

O ex-ministro Sérgio Moro pelo contrário, é reconhecido por sua extrema educação, polidez e gentileza nas atitudes. Homem que jamais se exaspera e jamais altera seu tom de voz qualquer que seja a situação. Moro sempre se mostrou um sujeito tremendamente civilizado e jamais perdeu a calma, mesmo para responder às agressões daqueles que o ofendiam.

Por sua conduta reta como juiz, rapidamente transformou-se em uma celebridade para o povo brasileiro tão carente de ídolos para admirar. Mas, justamente no momento em que decide deixar o cargo de ministro, age como um moleque, ingrato, vil, descortês, enfim, de uma forma que em nada lembra sua postura de outrora.

O mais grave para todos os que o admiravam, foi o fato de ele mal deixar a cadeira de ministro correr para a Rede Globo de Televisão – a maior inimiga do presidente e mostrar os rascunhos de conversas privadas. Decididamente, tal gesto em nada condiz com o cavalheiro que todos julgavam que ele era.

Sérgio Moro, cuja afirmação foi a de que sairia do governo para não macular sua biografia, demonstrou ser um sujeito arrogante, vaidoso e o pior: acabou por sujar aquilo que ele queria preservar a todo custo: justamente sua biografia. Enquanto ele se preocupa com sua biografia, Bolsonaro se preocupa em salvar o Brasil.

Imagino que a torcida do Flamengo, assim como eu, via a figura do juiz Moro, como um herói, daqueles nos quais se confia, se respeita e se acredita. Moro era considerado um mito, um super-homem, um ser extraordinário. Afinal, ele conseguiu não apenas prender bandidos, mas reduzir a criminalidade no País, apreendeu muitas cargas contendo drogas e recuperou muito dinheiro público roubado.

Porém, é inegável que, com um único gesto, ele conseguiu se diminuir aos olhos dos seus admiradores. Como num passe de mágica, o gigante virou um anão. É impossível esquecer os benefícios que ele fez pelo Brasil. Mas é importante lembrar também, que ele apenas fazia a sua obrigação. Foi para isto que ele estudou e se submeteu a um concurso público para juiz e era remunerado regiamente para isto. Se acaso um juiz não cumpre bem o seu papel são outros quinhentos.

A história poderia ser diferente se antes de ser endeusado, admirado e cultuado como um ídolo, o povo brasileiro tivesse investigado a vida de Moro. Talvez se todos tivessem acompanhado a forma arrogante como ele recusou apertar a mão do então deputado Jair Bolsonaro no Aeroporto de Brasília, ou como ele desdenhou o grupo de mulheres que acamparam diante do Tribunal onde ele trabalhava em Curitiba, para dar-lhe apoio e defende-lo, talvez ele não fosse tão popular.

Moro, na minha opinião, tornou-se muito pequeno, mas sua atitude é compreensível. De um momento para outro, ele transformou-se numa estrela, para a qual se direcionavam todos os holofotes e todos os olhares do mundo. Ele, portanto, logo inflou o ego e pensou que tal qual uma águia poderia alçar voos mais altos.

E por que não partir para a política e quem sabe a Presidência da República? Só que ele iniciou sua trajetória política, da mesma forma como começam os maus políticos: apunhalando seus pares pelas costas. Mentindo, fingindo enganando. Se verdadeiramente disputar um cargo eletivo, o fará como um traidor. Moro era um gigante e hoje não passa de um anão.

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