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O anfitrião do poeta no vale

Colaborador de Navegos identifica, em sua criteriosa e obstinada pesquisa sobre a visita do poeta Thiago de Mello ao Ceará-Mirim, em 1955, seu anfitrião em Ilha Bela.

*José Vanilson Julião

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Odilon Ribeiro Coutinho (Santa Rita/PB, 12/7/1923 – Rio de Janeiro, 7/7/20000, filho do industrial João Ursúlo e de Helena Pessoa. O irmão João Filho foi deputado federal na assembléia constituinte (1946/51 e 55/63), e outro, Renato Ribeiro Coutinho deputado federal (1967/71).

Cursa o primário na capital paraibana e o secundário no Ginásio de São Bento (São Paulo). Ingressa na Faculdade de Direito (Recife), preside a União dos Estudantes de Pernambuco, preso cinco vezes e enquadrado na lei de segurança no regime getulista. Bacharelou-se em 1947 e mais tarde tornou-se diretor da Companhia Usina Ilha Bela.

Filiado ao Partido Democrata Cristão, em outubro de 1962 foi eleito deputado federal pelo Rio Grande do Norte na legenda da Cruzada da Esperança, constituída ainda pelo Partido Social Democrático.

Assume mandato em fevereiro do ano seguinte, exerceu, a partir de abril de 1964, a vice-liderança até a extinção dos partidos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, sendo filiado ao Movimento Democrático Brasileiro.

Concorreu a senador pelo RN em novembro de 1966, mas foi derrotado pelo candidato da Aliança Renovadora Nacional (Arena), Francisco Duarte Filho. Concluiu mandato em janeiro de 1967 e em novembro de 1970 disputou novamente vaga no Senado, sem conseguir ser eleito. O mesmo ocorreu em novembro de 1978, quando foi candidato a suplente de senador de Radir Pereira de Araújo (depois governador).

Em dezembro desse ano foi acusado pelo procurador da Justiça Militar, José Nunes da Costa, e incurso na Lei de Segurança Nacional por ofensas ao presidente Ernesto Geisel e ao chefe do Gabinete Civil, general Golberi do Couto e Silva.

Segundo a denúncia, teria participado de um comício em Natal, no qual acusa Golberi de “envolvimento na entrega da exploração de águas-mães das salinas ao grupo Dow Chemical, ao qual esteve ligado durante muitos anos”. Indiciado, não julgado, obteve o benefício da anistia (28/8/1979).

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro desse ano e a reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro e passou a dirigir uma das usinas deixadas pelo pai em Santa Rita (PB), a São João.Em novembro de 1982 candidatou-se mais uma vez ao Senado pela sublegenda composta por Roberto Brandão Furtado e Olavo Lacerda Montenegro.

Integrou o Conselho Diretor da Fundação Joaquim Nabuco, presidido pelo sociólogo e antropólogo Gilberto Freire. Com o falecimento do presidente foi eleito para o cargo.

Candidatando-se em novembro de 1986 à Assembléia Constituinte não obteve êxito. Participa da fundação do Partido da Social Democracia Brasileira (1988), sendo eleito (1989) para a Comissão Executiva Nacional. Preside a seção paraibana (1991), reelegendo-se (1993).

Eleito vice-presidente da Federação das Indústrias/PB, tornou-se membro do Conselho de Representantes da Confederação Nacional. Empossado na Academia Paraibana de Letras (julho/1994), passou a integrar a diretoria do Instituto Teotônio Vilela (1996), órgão de elaboração da linha ideológica do PSDB.

Era casado com Solange Veloso Borges, filha de Virgínio Veloso Borges, senador 1952/55, e sobrinha de Manuel Veloso Borges, deputado federal constituinte (1934), e senador (1935/37), com quem teve três filhos.

Publicou “José Lins do Rego: perda e reparação”; “José Lins do Rego, menino do engenho da Várzea do Paraíba”; “A ação política de Gilberto Freyre”; “Tuiuti, Guerra do Paraguai e a construção da monarquia democrática do Brasil”; “Manuel Bandeira, destino, doença, dor e poesia” e “O quixotismo prático de Celso Furtado”.

FONTE

Câmara dos Deputados

Fundação Getúlio Vargas

Paraíba Criativa

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