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Já somos 100 mil!

Fundador de Navegos comenta surgimento da revista em setembro de 2000, numa época em que as primeiras lan houses surgiam em Natal até a versão atual que teve no jornalista Sílvio Santiago seu primeiro e sofisticado editor.

*Franklin Jorge

Navegos tem uma história que remota a 2000, quando no dia 4 de setembro desse ano lançamos a primeira versão desta revista que teria, em anos subsequentes, mais uma nova versão, e a atual, que está alcançando 100 mil leitores, apesar de termos suspendido durante seis meses, no pico da pandemia, suas postagens ou as fizemos  sem regularidade. Mesmo assim, seus leitores se mantiveram fiéis.Na primeira versão criada pela designer de Mônica Rayol, uma carioca que aportou por aqui e se dispôs a dar forma visual e tecnológica ao  projeto editorial de Navegos. Seu design chamou logo a atenção dos leitores para uma página de grande beleza que se renova a cada dia com variados barcos e navios ancorados nos portos do mundo. Contamos nessa experiência com o apoio dos jornalistas Paulo Sérgio Martins e Emanoel Barreto, que assinou uma crônica que caiu no gosto dos internautas.No começo da primeira década do século, poucos eram os computadores e os celulares existentes em Natal. Me lembro que o primeiro celular que vi estava nas mãos de um secretário de estado que se exibia com arrogância e desfaçatez, em espetáculo apresentado no Teatro Alberto Maranhão. Surgiram então as primeiras lan houses, aqui e ali, por toda a cidade e logo se tornaram endêmicas.

A segunda versão de Navegos, mais despojada, embora  de design igualmente requintado, foi criada por um jovem que conheci quando morei pela segunda vez no Village dos Mares, Walter Franco. Circulou por dois ou três meses, até minha mudança para Mossoró, em 2006. Me lembro de um detalhe gráfico: as três primeiras letras das chamadas de página eram douradas.

A atual versão, criada há pouco menos de  anos pela Vaucci, empresa de Feira de Santana especializada em sites e portais para empresas de serviço, seguiu as instruções que discuti e aprimorei com o jornalista Sílvio Santiago, que convidei para editar Navegos. Ele se desincumbiu da missão que lhe foi outorgada com sua costumeira inteligência. A logomarca da revista, criada pelo músico e publicitário Gustavo Lamartine a pedido do Editor, traduziu de maneira minimalista e funcional nosso desejo de termos uma página limpa e sem firulas. Aí está desde então.

Confesso que me surpreendeu a boa acolhida dos leitores. Sobretudo alegrou-nos constatar que criamos não apenas uma publicação, mas uma grife digital que a distinguiria das publicações que foram surgindo nesse percurso. Já servimos de padrão para outras publicações que iriam surgindo, quase sempre sem nenhum cuidado. Há quem diga que temos influenciado recentemente outras publicações,  como as postagens feitas por Gustavo Negreiros no Instagram e, mais recentemente, do mossoroense Carlos Santos, que sem nos citar procuram tirar proveitos de nossos achados gráficos e editoriais inspirados em conteúdos textuais de qualidade e design despojado capazes de fazer a diferença para leitores mais exigentes.

É bom saber que somos admirados até por aqueles que tentam esconder que admiram o nosso trabalho que busca aprimorar uma espécie de “jornalismo portátil” como difundido pelo jornalista chileno Juan Pablo Meneses, criador duma espécie de jornalismo colaborativo e interativo que se faz, não mais em redações, mas de quaisquer lugares. Muitos seguem Navegos como o farol que é em meio à maré de mediocridade que contamina o segmento cultural, de onde a qualidade e a exigência de qualidade desertaram. Assim, com trabalho, obstinação e paciência, seguimos na estrada da vida. Com inteligência e brio, servindo aos leitores e prestigiando nossos generosos Colaboradores e Parceiros, como Casa na Arte, além de incentivarmos o acesso dos nossos leitores a publicações prestigiosas como Calle del Orco [Espanha], Deus nos livros [Portugal], Letras Livres [México] e Flor do Assú, sem dúvida uma criação de Dayse Moura que mostra que há vida inteligente no velho município potiguar.

Mantemo-nos sem dispêndio de recursos públicos e sem contribuições de particulares, exceto de meus próprios recursos de jornalista aposentado e da venda de canecas produzidas pela Feedback para financiar nossos livros e projetos culturais. Navegos é o braço midiático da Feedback e do Instituto que está sendo criado para preservar meus arquivos e de outros escritores e artistas de minha geração com os quais, no curso dos anos, tivemos alguma conexão. Nosso objetivo é prestigiar quem tem talento e mérito e contribuir para o engrandecimento do Jornalismo Cultural e da produção estética de expoentes de minha geração; uma geração, segundo a síntese do grande escritor Antônio Carlos Villaça, acossada por apelos absorventes.

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