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Exumação equina na terra de Poti

Adágio recorrente no interior do Rio Grande do Norte é usado metaforicamente para explicar o atraso político e econômico do Estado; autora também analisa promessas de campanha não cumpridas pela governadora Fátima Bezerra

Nadja Lira

Cresci em uma cidade do interior do Rio Grande do Norte localizada na região do Mato Grande, onde as pessoas costumam utilizar muitos ditados populares a fim de esclarecer melhor suas ideias nas conversas entabuladas com os amigos. Desse modo, é comum ouvir dizer que existe “uma cabeça de jumento enterrada” em um determinado lugar, quando um negócio ou um empreendimento não prospera, não flui, enfim, não atinge o sucesso que se esperava.

Esse ditado tem origem em uma tradição entre antigos criadores de cavalos. Quando as éguas pariam jumentos, tal fato era considerado como mau presságio, uma vez que o jumento não tem valor comercial. Para evitar o prejuízo de alimentar um animal que, na visão dos criadores, não tinha grande serventia, eles mandavam abater os jumentos longe das casas.

Os cemitérios de jumentos distantes das casas também tinham o objetivo de evitar o mau cheiro e as possíveis doenças advindas pelos abates. A partir daí, o ditado popularizou-se, e a cada vez em que algum negócio não progride, a culpa acaba sobrando para a cabeça do jumento.

Ultimamente, assistindo aos noticiários locais e sentindo na pele os desmandos administrativos que vêm sendo praticados pelos governos do Rio Grande do Norte ao longo dos anos, não tenho mais dúvidas: existe uma cabeça de jumento enterrada debaixo do mapa deste Estado.

Se analisarmos friamente, o nível de desgraças que se abate nesta terra potiguar desde a administração de Geraldo Melo não é apenas a cabeça de um jumento enterrada sob o nosso território. Deve ter milhares de carcaças inteiras, porque a situação deste Estado não prospera em absolutamente nada.

Já não guardo muitas ilusões acerca de promessas feitas por políticos em época de campanhas eleitorais. Porém, não imaginei que a gestão de Fátima Bezerra fosse tão desastrosa como está sendo.

Afinal, ela deu apoio a Robinson Faria e conhecia muito bem a situação em que se encontravam os cofres públicos. Não tem, portanto, justificativa para o tamanho do calote que emprega nos servidores e nos fornecedores. Não bastasse o atraso nos salários, ela agora fecha hospitais e corta verbas da educação.

Por outro lado, vejo também que nada disso deveria surpreender a ninguém, já que ela foi clara durante seus discursos de campanha: em várias ocasiões, proferiu em alto e bom som que faria pelo Rio Grande do Norte o mesmo que Lula da Silva fez pelo Brasil.

E o que Lula da Silva fez pelo Brasil? Transformou nossa pátria mãe gentil numa enorme massa falida. Destruiu a maior estatal brasileira, doou nosso suado dinheiro a países comunistas, enriqueceu a custa do dinheiro público, mentiu, iludiu, abusou da boa-fé daqueles que acreditaram em suas palavras e ainda se considera um injustiçado.

É público que Fátima Bezerra não está enganando a ninguém. Sendo fiel discípula de Lula, apoiadora de suas campanhas, filiada ao partido dele desde o início de sua vida pública – sem contar que ela também acredita na inocência do ex-presidente e faz coro ao Lula Livre –, o que se poderia esperar da mandatária?

Agora, penso que só resta ao povo norte-rio-grandense apelar para os arqueólogos brasileiros. Vamos iniciar uma campanha para realizar uma grande escavação a fim de retirar as carcaças de jumento enterradas embaixo dos nossos pés para ver se saímos desse atraso e que haja prosperidade entre nós.

Nadja Lira é jornalista, pedagoga e filósofa.

PÉRFIDOS A governadora do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva durante comício em Natal na campanha eleitoral de 2014, quando ela foi eleita senadora pelo PT

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