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Empreendedores precisam de incentivos

Articulista gaúcho discute o lugar do socialismo na sociedade, na educação e no mundo dos negócios e conclui que é preciso agir com rapidez para mudar essa nefasta realidade que paralisa e confunde.

Alex Pipkin, PhD

[email protected]

Razão e lógica! O objetivo de uma organização é ganhar dinheiro, realizando o bem!

No “novo capitalismo”, embora muita gente não compreenda, é importante fazer o bem para uma comunidade e/ou atuar pró-ambiente. Tal aspecto melhora a imagem e a reputação organizacional, devendo conduzir ao aumento de lucratividade empresarial. Caso contrário, essas ações não têm como ser realizadas e não são implementadas. Visão mercantilizada? Singelamente, é a vida real…

Impossível acreditar que atuem no mercado tantos professores de gestão e negócios socialistas e/ou enrustidos. Eles negam! Dizem-se meros defensores dos direitos humanos, da diversidade e da liberdade (só rindo). Fixem-se na essência dessa questão, prezados leitores: o socialista odeia o lucro. Obviamente, o dos outros!

É evidente que em disciplinas de filosofia e humanas, estudantes necessitam discutir “o ser”… Em história, por exemplo, compreender a evolução das sociedades, em economia, entender a história do desenvolvimento econômico e social. Mises já nos ensinava:

“A economia lida com os problemas fundamentais da sociedade; é do interesse de todos e pertence a todo mundo. Ela é o estudo principal e natural de cada cidadão”. Perfeito!

Mas como pode ser sensato que universidades e suas escolas de negócios tenham – quase que a totalidade de seus quadros – professores com mentalidade ideológica de esquerda? Como formam profissionais para o mercado? As empresas precisam de eficiência e lucro. Perenemente!

A pregação e as narrativas socialistas nas universidades vêm obviamente acompanhadas de uma racionalização intelectualizada de uma triste e maligna emoção – a inveja.

Desse modo, naturalizam-se críticas ao empreendedor capitalista, exemplificado como a sanguessuga do proletariado.

Equivocadamente, neste ambiente, esvazia-se a noção do mérito em competir para “se sair melhor”. Enfatiza-se a política da culpa e da queixa, por meio de análises da natureza exploradora e opressora da sociedade capitalista. Não, não é suposição. E isso em pleno século XXI…

A culpa do fracasso é dos líderes – na empresa e na sociedade. Quase sempre. A responsabilidade pelo insucesso é sempre colocada nos “outros”. Nesse caso, a preocupação coletivista serve para justificar fracassos individuais. Tudo se transformou em coletivo, na retórica da cooperação. Claro e certo que muitos se juntam para melhor competir.

Professores, com seus iPhones e o último grito em óculos de grifes famosas, reúnem-se nos cafés, para ideologicamente “discutirem o mundo” e os negócios. Comentários de efeito. Tirados de Kafka e colocados em forma acadêmica (que ideologia linda!). Quem sabe, materiais decorados com menções a “O Grito” ou “O Desespero” de Edvard Munch, ou quem sabe “Tristeza” de Van Gogh? Magnífico! Que inteligência e cultura brilhantes, minha gente.

Eu diria, na maioria das situações, inteligência sem propósito; pura inutilidade para a realidade das empresas. Mesclar artes para alavancar inovação, ok, mas com parcimônia… embora eu adore artes!

Num contexto ideológico, qualquer professor preocupado em discutir a vida real das empresas nos mercados, vê-se como uma espécie de peixe fora d’água. Sente-se – e é visto – como um capitalista, um explorador, um egoísta que só pensa em si próprio. Qualquer pensamento individual e/ou atividade que não esteja preocupada com o bem-estar do coletivo abstrato, é enxergada como sendo parasitária.

É vital repensar. Onde chegamos! Em que tempos vivemos? Para onde queremos retornar? Para onde precisamos ir e avançar?

Resta-me pouca saliva para bradar e/ou dedos para digitar.

Mais do que um amplo repensar, é preciso agir, e celeremente.

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