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Bandeira a meio-pau

Ex-presidente do Congresso Nacional pleiteia voltar à política nas próximas eleições sob a má vontade de primos que se tornaram desafetos seus e para isto recorre à benevolência da governadora para obter um mandato.

*Franklin Jorge

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A Família Alves, por gerações donatária de um rico cabedal eleitoral, esbarrou, finalmente, numa realidade nada cômoda que expõe suas atuais fragilidades.

Nada mais significativo, desse segundo tempo ou nova realidade do que a figura patética do ex-deputado Henrique Eduardo Alves, vivendo em ostracismo após desfrutar por mais de 40 anos de um poder inconcebível. Detentor de 11 mandatos, foi o mais longevo deputado federal de sua geração; presidiu o Congresso Nacional e foi Ministro de Turismo nos governos dos presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer.

Ainda muito jovem passou a desfrutar de uma posição privilegiada – sucessivos mandatos parlamentares que fizeram dele uma das mais poderosas eminências pardas da história política recente do país. Em Brasília era um vice-rei, comodamente instalado em um mandato que dir-se-ia crônico a abrir-lhe todas as portas, fazendo dele um facilitador de reinvindicações e interesses de chefes políticos provincianos que constituíam sua guarda pretoriana ativa, eleição após eleição, nos 167 municípios potiguares.

Acusado de fraude na construção do estádio Arena das Dunas, em Natal, e de possuir milhões em paraísos fiscais, foi preso preventivamente em 2017. Sua inesperada queda de um pedestal que parecia indestrutível, levaram-no à detenção num quartel da Polícia Militar, de onde saiu eleitoralmente descaciquificado, em decorrência de sua ausência e das sucessivas mudanças no quadro político, como nunca se viu antes na crônica desta infortunada terra potiguar, desde a instalação da República, sistematicamente devorada por agentes famélicos e apetites vorazes.

Moído pelas voltas que a roda do destino dá, o político antes poderoso  se viu de repente, atirado à planície por onde passeiam ou se arrastam os seres comuns desprovidos de privilégios. Sem mandato e com o seu cacife eleitoral dramaticamente avariado, reaparece agora reduzido ao papel de suplicante, ao colocar suas esperanças na boa vontade da governadora Fátima Bezerra. Vivendo uma nova realidade, disputa também com o primo, ex-governador Garibaldi Alves, um pedaço da pizza que está sendo assada por essa pizzaiola infernal

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