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‘Antessala de necrotério’ recebe ex-governador

Por suas escolhas equivocadas ou meramente mundanas, ao eleger vaidosos e socialites sem expressão nem talento, a Academia Norte-riograndense de Letras tem-se  transformado em objeto de deboche e piadas de mau gosto.

*Franklin Jorge

Não é somente a Academia Brasileira de Letras que surpreende pela má qualidade de suas escolhas. Que se agravaram recentemente com a eleição de dois notáveis do teatro e da música, mas sem nenhum lastro literário digno de fé. A Academia Norte-riograndense, sob a presidência perpétua de um poetrasto que se compraz em assinar obras produzidas por terceiros e ghost-whriters sem brilho, trilha a mesma vereda atapetada de ouropéis e ouro-de-tolo que contaminam atualmente a Casa de Machado de Assis.

A recente eleição de um ex-governador para a cadeira antes ocupada pelo jornalista assuense João Batista Machado, autor de vários livros sobre a politica potiguar recente, tem fornecido o mote para comentários maledicentes ou espirituosos que não perdoam tais engodos. Não bastasse já ter sufragado musicista adamado que saltita por seus saraus e corredores com voz esganiçada e trejeitos mulheris, a verdade é que a Academia Norte-riograndense de Letras não se emenda. Por tais desplantes,  a antes respeitável Casa de Manoel Rodrigues de Melo [que a construiu com sacrifícios pessoais e obstinação desmedidos] tem inspirado satiristas de plantão que a apodam, entre risos mal-dissimulados, de “antessala de necrotério”.

Rebatendo a enxurrada de vitríolo que envenena as conversas em meetings e cafeterias dos shoppings locais, o gafanhoto que apadrinhou a eleição do novel imortal no último dia 12 de novembro é famoso por suas idiossincrasias petulantes e, quando não, ridículas.

Geraldo Melo obteve 20 votos a mais sobre o seu concorrente, mossoroense Davi Leite, mossoroense destemido que postulava a imortalidade pela terceira ou quarta vez, segundo fui informado, já que não costumo perder tempo em demanda de coisas de somenos, como espionar eleições para sodalícios.

Sobre o eleito, assegura Diógenes que, além de grande orador que é, Geraldo Melo, de 85 anos, seria também uma revelação como autor do recém-escrito romance Sombras do casarão, uma obra que nem Vicente Serejo leu, pois senão já teria se esvaído em encômios. Uma eleição, em resumo, que tem dado muito o que falar à boca pequena por esta cidade onde os  intelectuais, mesmo os mais carentes, parecem carregar vaidosamente uma dúzia de reis na barriga.

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