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A Religiosidade de Álvaro Dias

Alexsandro Alves, professor e escritor, sobre o caicoense Álvaro Dias, que com muito desprezo por Natal, sistematicamente faz desmoronar a beleza da cidade, mas também, agora, a própria alma do povo natalense, em uma tacada sádica e desrespeitosa contra nossa Padroeira.

*Alexsandro Alves

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Este é o segundo, de três artigos sobre Álvaro Dias, prefeito de Natal, denominados em seu conjunto: A Trilogia da Avareza.

Natal vive avaros dias. Materialmente, temos uma cidade suja, feia, onde a pobreza forma bolsões de usuários de drogas nas ruas e avenidas, como uma espécie de herança sádica de um homem perverso.

Álvaro Dias tem se notabilizado pelo desprezo por Natal. Como exposto em A Cracolândia de Natal, estes dias avaros impostos a nós, natalenses, por Álvaro Dias, são o prenúncio de uma bomba preste a explodir bem no colo do cidadão local.

O senhor prefeito, no entanto, se esmera para minar cada detalhe da vida natalense: sua representatividade, sua individualidade, sua História! Sua cultura. Natal nasceu na Ribeira, nas Rocas, Cidade Alta! A maneira como a prefeitura trata esses lugares históricos para a memória natalense é um ultraje nunca antes visto nessa cidade, faz vergonha.

Como se não bastasse tratar tão mal o corpo de nossa cidade, o prefeito resolveu investir na destruição de nossa memória e de nossa afetividade coletivas, de nossa religiosidade!

Nosso coração, o coração natalense, é de Nossa Senhora da Apresentação, Senhora da Terra dos Reis Magos. Isso deve ser respeitado nos mínimos detalhes.

Alguém imagina um monumento religioso que não seja para Santa Rita, no município de Santa Cruz? Não. Alguém imagina um monumento religioso que não seja para Sant’Anna, em Caicó? Não. Tem que ser para estas santas. Por quê? Porque são as padroeiras de cada um desses municípios. O povo, a cultura do povo, o coração e o sangue do povo, rendem homenagens em Santa Cruz para Santa Rita; da mesma forma o caicoense, para Sant’Anna.

Em Natal, nosso peito arde por Nossa Senhora da Apresentação. Imaginem um monumento gigantesco da santa, sobre as dunas, olhando para o rio Potengi, acima da Ponte Nova, que impacto de fé grandioso. Um pôr do sol no Potengi iluminado pelos olhos de Nossa Mãe, de nossa Padroeira! Isto nos causa tanto um deleite espiritual quanto estético. Assim em nossa alma se abraçam arte e fé.

Porém o prefeito deseja erguer um monumento a Nossa Senhora de Fátima. Com todo respeito à nobreza dessa santa, que possui paróquias aqui na cidade, Natal tem uma padroeira. Não faz sentido. É o mesmo que deixar de erguer uma escultura de Sant’Anna em Caicó para erguer de outra santa. Não há aquele calor local, aquele sentimento de pertencimento local, de identificação local.

O prefeito não pode ir contra as tradições da cidade! Nos respeite! Respeite nossas tradições. Imagino que em Caicó o senhor não faria tamanha desfeita! Pois nós, natalenses, também temos nossas tradições religiosas, e são estas tradições encabeçadas pelo culto à padroeira do município: Nossa Senhora da Apresentação. Não cometa ultraje contra nossa Padroeira! O monumento é para ela, precisa ser para ela! Ela guarda essa cidade. As orações do  mais simples ao mais abastado desse município são direcionadas a Nossa Senhora da Apresentação.

Respeite nossas tradições, Álvaro Dias!