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A miséria da cultura potiguar

Colaborador de Navegos descreve com razão e lucidez o estado de pobreza contumaz da cultura potiguar.

*Alexsandro Alves

Em qualquer lugarejo onde a cultura e a arte são levadas em consideração séria, o papel maior de seu avanço e implementação cabe à iniciativa privada. E não ao poder público. Essa verdade é cabal ao analisarmos a real dimensão da miséria cultural potiguar.

Cultura, para os donos do poder estatal, em qualquer governo, é atrelar nomes e favores às instituições e autarquias que promovem a cultura e a arte.

Aqui, quando se está à frente de um cargo que envolva promoção da cultura, é por sua filiação política, quase nunca é por aptidão ou por conhecer do assunto. O governante escolhe entre os seus quem vai ocupar determinada pasta e o dinheiro público é escoado em troca de apoios e conchavos.

Precisamos ser imparciais. Wilma de Faria, Robson, Rosalba, Fátima Bezerra. Qual destas bestas-feras promoveu de fato um avanço extraordinário na cultura e nas artes do RN?

A Orquestra Sinfônica do Estado do Rio Grande do Norte, o Teatro Alberto Maranhão, a Biblioteca Câmara Cascudo, vivem de migalhas de um poder público escravo de seus desejos de poder mesquinhos e apequenados.

O RN, Natal ou Mossoró não possuem investimento algum na Alta Cultura.

Evidente que com uma elite favelada como a nossa, que ama se fantasiar para o Carnatal e que nunca de fato leu um único livro, a não ser por obrigação em Vestibular, tem grande culpa nisso tudo. A Alta Cultura deve ser objeto de fomento das camadas mais ricas, em qualquer cidade que se preze é assim. Mas aqui, a elite é apenas uma favela que usa Chanel n. 5 e viaja para ver o Mickey Mouse na Disneylândia. Gentinha. Uma espécie de negativo das camadas mais pobres.

Por aqui, um indivíduo que estiver à frente de uma pasta de cultura, a terá por no máximo oito anos. Tempo do mandato do governador ou prefeito. Depois disso a pasta passa para outro incompetente e assim por diante. Não há continuidade.

James Levine ficou quase 40 anos à frente do Metropolitan de Nova Iorque. Privado. Arte e cultura não podem ser tratadas como mero joguete de políticos comedores de pipocas. Gente que faz de um pastel, patrimônio do Estado! Cultura é mais do que isso.

Porém as cabeças imbecilizadas e imbecilizantes de nossa categoria de políticos profissionais ultrapassa sempre o bom-senso em qualquer assunto.

O quadrúpede do Planalto é a mais ignóbil figura nesse assunto. Não faz nada. É uma inteira nulidade. Não há um único projeto federal para a cultura e as artes. Mas há, e muito, acenos de politicagem para agradar seus eleitores infantilizados.

Ora, com um tropel de políticos assim e uma elite Jeca Tatu tão ociosa, não me admira o brasileiro médio ser tão brutalizado!

A cultura e as artes no Brasil sobrevivem se arrastando, mendigando os favores de uma gentinha burra, indecente e esvaziada de caráter e refinamento, verdadeiros tropeços ideológicos.

Vamos para Tangará, comer o pastel oficial, a cultura gordurosa desse Estado.

 

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